Desenvolvimento do Brasil depende de investimentos na juventude

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Foto: Henry Milléo

Um em cada cinco jovens brasileiros não frequenta a escola e não trabalha. Representantes da ONU chamam atenção para educação de qualidade para essa população

Radar da Educação, com informações da ONU Brasil

 

O Brasil ocupa a sétima posição no ranking de países com maior número de jovens no mundo, totalizando 51 milhões, de acordo com relatório do Fundo de População das Nações Unidas (Unfpa). Isso faz com que o país se beneficie do chamado “bônus demográfico”, quando aumenta a proporção de pessoas em idade de trabalhar (entre 15 e 64 anos) em relação à população dependente (crianças de até 14 anos e idosos com mais de 65 anos). No entanto, o dividendo demográfico, sozinho, não é capaz de trazer desenvolvimento. “O crescimento futuro virá da formação de capital humano”. A afirmação é de Jaime Nadal, representante do Unfpa no Brasil, durante evento do Dia Internacional da Juventude, no Rio de Janeiro, na última segunda-feira (15). No Brasil, segundo dados de 2014 do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), um em cada cinco jovens brasileiros de 15 a 29 anos não frequenta a escola e não trabalha. Desse total, 63% são negros e 63%, mulheres.

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A ONU fez o alerta: o crescimento econômico e o desenvolvimento sustentável do Brasil nas próximas décadas dependerão dos investimentos feitos hoje na juventude, especialmente na garantia de direitos como saúde e educação universais e de qualidade, assim como oportunidades de emprego e de participação política. Garantir que os jovens brasileiros exerçam seus direitos também é essencial para o país conquistar os Objetivos do Desenvolvimento Sustentável (ODS), metas que devem ser atingidas pelos países-membros da ONU até 2030, declarou o enviado especial do secretário-geral das Nações Unidas para a Juventude, Ahmad Alhendawi, em visita ao Brasil para o evento, que foi promovido em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz). “Conquistar os ODS só será possível se atingirmos os jovens. Para fazer isso, precisamos de mais recursos e investimentos, de mais mecanismos de participação que atinjam os jovens marginalizados”, afirmou. “Precisamos investir mais em educação, porque com uma educação e um sistema de seguridade social fortes, poderemos proteger as pessoas para que elas conquistem seu verdadeiro potencial”, completou. A necessidade de mais recursos e políticas públicas para a educação também foi enfatizada pelo assessor especial do secretário-geral da ONU sobre o Esporte para o Desenvolvimento e a Paz, Wilfried Lemke, citando o exemplo da Coreia do Sul, que há cerca de 60 anos era um dos países mais pobres do mundo e conseguiu se transformar em uma potência industrial graças ao foco na educação. “O melhor investimento que um país pode fazer é em educação”, disse Lemke.

Bônus demográfico

Segundo dados do Unfpa, nove em cada dez jovens no mundo vivem atualmente em países em desenvolvimento e enfrentam mais obstáculos para ter inserção na força de trabalho, sendo que 515 milhões vivem em situação de pobreza, com menos de 2 dólares por dia. Além disso, os números mostram que 60% da população jovem mundial – que soma 1,8 bilhão de pessoas – estão fora da escola e sem trabalho.

 

 

 

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