Quase 30% de alunos do 9º ano do ensino fundamental já fizeram sexo

educação e sexo

Foto: Radar da Educação

Dados da pesquisa PeNSE 2015, divulgados hoje, mostram ainda que 4,0% desses estudantes relataram já ter sido forçados a ter relação sexual

Radar da Educação, com informações da Agência Brasil e do IBGE

Dos cerca de 2,6 milhões de estudantes que cursavam o 9º ano do ensino fundamental em 2015, 27,5% já haviam tido relação sexual (cerca de 723,5 mil). Em média, um aluno do 9º ano tem 14 anos de idade. Desse total, 39% (280,7 mil) não usaram preservativo na primeira vez e 33,8% (219,2 mil) não utilizaram na última relação sexual. As informações fazem parte da Pesquisa Nacional de Saúde do Escolar – Pense 2015 –, divulgadas hoje (26) pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

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Das meninas que haviam tido relação sexual, 9,0% disseram já ter engravidado, resposta com mais frequência entre as estudantes de escolas públicas (9,4%) do que entre as da rede privada (3,5%). Em 2015, cerca de 105,2 mil (4,0%) estudantes do 9º ano relataram já ter sido forçados a ter alguma relação sexual. Destes, em 31,6% dos casos (aproximadamente 33,3 mil) o ato foi cometido por algum membro da família (pai, mãe, padrasto, madrasta ou outros familiares). Quanto à promoção de ações de prevenção e assistência em saúde nas escolas, os resultados revelaram que 87,3% dos alunos do 9º ano do ensino fundamental receberam informações, na escola, sobre doenças sexualmente transmissíveis (DSTs) e Aids. “Não basta informar e dizer ‘use camisinha’, ‘use pílula’. Esse adolescente deve ser atendido em programas que trabalhem a percepção corporal, de identidade sexual, de valor como pessoa, dos riscos de uma gravidez. Você só vai usar camisinha se você tiver respeito a si próprio e ao outro”, comenta a pediatra Evelyn Eisenstein, do Departamento de Adolescência da Sociedade Brasileira de Pediatria (SBP), que trabalha há 40 anos com adolescentes. Ela afirma que o principal gargalo, no que tange a essa faixa-etária, é a falta de um programa nacional de saúde.

Álcool e drogas ilícitas

Nessa edição da pesquisa, mais da metade dos estudantes do 9º ano (55,5% ou 1,5 milhão) já havia consumido bebida alcoólica, percentual superior ao observado em 2012 (50,3%). A proporção dos estudantes do 9º ano que já experimentou drogas ilícitas também subiu em relação a 2012, e passou de 7,3% (230,2 mil) para 9% (236,8 mil). Evelyn ressalta que o uso de substâncias psicoativas na fase de crescimento e desenvolvimento do cérebro prejudica o desenvolvimento do adolescente. “A pior droga do Brasil é o álcool. Esse uso é um fenômeno cultural e de marketing”, adverte.

A pesquisa

A PeNSE 2015, assim como as edições anteriores (2009 e 2012), contemplou questões relacionadas a aspectos socioeconômicos; contexto familiar; hábitos alimentares; prática de atividade física; experimentação e consumo de cigarro, álcool e outras drogas; saúde sexual e reprodutiva; violência, entre outros aspectos. O questionário da pesquisa é aplicado diretamente ao estudante, sem que haja o intermédio de um entrevistador. Para a amostra principal, do 9º ano do ensino fundamental, além dos dados obtidos para as capitais, como em 2009 e 2012, a PeNSE 2015 apresenta, também, dados para cada uma das unidades da federação. Nas outras faixas etárias pesquisadas, há dados para Brasil e grandes regiões.

Clique aqui para acessar a pesquisa completa.

 

 

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