Metas globais de educação demandam mais 69 milhões de professores

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Foto: Isa Lima/UnB Agência

Mensagem da Unesco alerta ainda para as condições difíceis e a falta de formação adequada dos docentes

Radar da Educação com informações da ONU

“Com frequência, professores e professoras vivem em condições difíceis e não têm formação inicial adequada, desenvolvimento profissional continuado, nem apoio consistente. Às vezes, eles são vítimas de discriminação e até mesmo de ataques violentos”, destacam chefes de agências internacionais em uma mensagem para o Dia Mundial dos Professores, comemorado no dia 4 de outubro. A Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco) publicou estatísticas que revelam que cerca de 69 milhões de novos professores são necessários para fornecer ensino primário e secundário universal e de qualidade até 2030, quando se encerra o prazo dos novos Objetivos de Desenvolvimento Sustentável (ODS ) da ONU. “Sistemas de ensino inteiros estão se preparando para alcançar [o ODS 4] até 2030”, afirma Silvia Montoya, diretora do Instituto de Estatística da Unesco. “Mas, o progresso global vai depender da presença do(a) professor(a), e de uma sala de aula com número razoável de crianças, em vez de 60, 70 ou mais alunos”, acrescenta.

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Formação e qualificação

Silvia destaca a necessidade de fornecer treinamento, recursos e suporte para os professores. O ODS número 4, que pede a garantia de uma educação de qualidade inclusiva e equitativa, também inclui uma chamada específica por professores mais qualificados, bem como mais apoio da comunidade internacional para a formação de professores nos países em desenvolvimento.

Segundo os autores da mensagem publicada no último dia 4, a situação é “urgente”. Para se alcançar a educação primária universal até 2030, argumentam as agências internacionais, são necessários mais 24,4 milhões de professores. Esse número é ainda maior para a educação secundária, área em que são necessários 44,4 milhões de docentes. “Como podemos formar esses novos professores e atraí-los para a profissão essencial do ensino quando, em todo o mundo, muitos professores têm formação deficiente, são mal pagos e subvalorizados?”, questionam os chefes das agências.

Eles destacaram que muitos professores ainda trabalham com formas inadequadas de contrato e de pagamento. “A docência poderia ser atrativa, uma das profissões mais escolhidas, se os professores fossem valorizados de forma compatível ao imenso valor que eles oferecem às nossas crianças, e se o seu status profissional como educador refletisse o enorme impacto que a profissão tem em nosso futuro compartilhado”, resumiram.

Acesse a mensagem na íntegra clicando aqui.

 

 

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