Pesquisa aponta que ensino médio não é atraente para jovens

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Agência Brasil/Arquivo

Levantamento mostrou ainda que 56,6% dos entrevistados disseram que não estão acompanhando ou não ouviram falar das propostas do governo federal para mudar o ensino médio

Radar da Educação com informações da Agência Brasil

Em meio às discussões a respeito da reforma do ensino médio, pesquisa divulgada na última quarta-feira (19) pela Confederação Nacional dos Transportes (CNT) mostra que mais da metade dos entrevistados avaliam que essa etapa do ensino não é atraente para os jovens. É maioria os que acreditam que a grade curricular deve mudar: dentre os entrevistados, 61,4% avaliam que o ensino médio não é atraente e não está adequado à realidade dos jovens de hoje. Já 33% acreditam que o modelo atual está adequado.

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A formação técnica profissionalizante é apontada na pesquisa como uma das prioridades para essa etapa de ensino. Para 58% das pessoas ouvidas na pesquisa é necessário mudar a grade curricular do ensino médio, enquanto 33% avaliam que não. Sobre o que a formação dos jovens deve priorizar, os entrevistados puderam escolher entre quatro opções. A formação técnica/profissionalizante ficou com o maior percentual (32%), seguida da formação em ciência e nas diversas áreas do conhecimento (23,2%), da formação para a cidadania (10,5%) e dos que escolheram todas as opções acima (29,9%).

Reforma

De acordo com a pesquisa, 56,6% dos entrevistados disseram que não estão acompanhando ou não ouviram falar das propostas do governo federal para mudar o ensino médio. Os que estão acompanhando ou já ouviram falar são 43,4%. O governo federal anunciou, em setembro, a Medida Provisória 746/2016, que reestrutura e flexibiliza o ensino médio no país. A medida vem provocando debate entre governo, integrantes da área educacional e, também, protestos de estudantes, que ocupam escolas. Com a medida, a intenção é que o ensino médio tenha, ao longo de três anos, metade da carga horária de conteúdo obrigatório definido pela Base Nacional Comum Curricular ainda em discussão. O restante do tempo deve ser flexibilizado a partir dos interesses do próprio aluno e das especificidades de cada rede de ensino no Brasil.

Pesquisa

A pesquisa da CNT ouviu 2.002 pessoas em 137 municípios de 25 unidades federativas das cinco regiões do país entre os dias 13 e 16 de outubro. A margem de erro é de 2,2 pontos percentuais, para mais ou para menos.

 

 

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