Plataforma conecta escolas de SP para discutir integração de alunos refugiados

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Atividade recreativa da IKMR reúne refugiados em parque de São Paulo (Foto: André Teller/Arquivo IKMR) 

A rede virtual Cidadãs do Mundo conecta 39 escolas da cidade de São Paulo e região metropolitana

Radar da Educação com informações da ONU Brasil e da Acnur

Parceira da Agência da ONU para Refugiados (Acnur), a organização não governamental I Know My Rights (IKMR) lançou, no último dia 23, a rede virtual Cidadãs do Mundo, plataforma que conecta 39 escolas da cidade de São Paulo e região metropolitana que possuem crianças refugiadas entre seus alunos. Com a iniciativa, centros de ensino poderão compartilhar e discutir boas práticas sobre a integração desses estudantes. Cerca de cem crianças refugiadas de seis diferentes nacionalidades estão matriculadas nas escolas que integram a rede e seu desempenho escolar está sendo acompanhado pela IKMR e pelo organismo das Nações Unidas, que apoiou o desenvolvimento da plataforma.

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A faixa etária dos estudantes refugiados varia dos 6 aos 13 anos. Segundo a IKMR, esses alunos estão distribuídos entre 65 núcleos familiares. Em comum, todos foram forçados a deixar seus lares e atravessar ao menos uma fronteira para buscar proteção e novas perspectivas de vida em outro país. “O que se pensa normalmente é que as crianças refugiadas vão se adaptar facilmente ao país de acolhida. Mas, muitas vezes, nem sequer sabemos como essas crianças realmente se sentem diante deste novo contexto e quais são suas reais necessidades”, diz a psicóloga Mariana Moreira Alves, coordenadora do projeto.

Crianças refugiadas

A presença de crianças refugiadas nas escolas brasileiras tem se tornado mais comum devido ao crescimento da população refugiada no Brasil. Dados do Comitê Nacional para Refugiados (Conare) de abril deste ano mostram que 12% dos cerca de 9 mil deslocados forçados vivendo no Brasil – além de 2,6% dos cerca de 28 mil solicitantes de refúgio que aguardam uma decisão sobre seu pedido de asilo – são crianças e jovens de até 18 anos de idade. Para Vinicius Feitosa, assistente de Proteção do Acnur, “torna-se essencial promover a inclusão efetiva de refugiados nos sistemas de educação nacionais, planos plurianuais e currículos, levando em conta suas necessidades específicas”.

Os dados mais recentes da agência da ONU revelam que 51% do total de mais de 21 milhões de refugiados no mundo são crianças e adolescentes. Outro relatório do Acnur aponta que crianças e jovens refugiados têm chances cinco vezes maiores de estar fora da escola do que jovens que não são refugiados. Atualmente, estão sem acesso à educação 3,7 milhões de crianças refugiadas em idade escolar.

Participação na rede

Escolas e educadores interessados em participar da rede Cidadãs do Mundo podem se inscrever pelo site goo.gl/forms/vXUpi2i6Wr3pUvuY2.

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