Relatório propõe mudanças na educação da América Latina

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Lançamento do relatório reuniu representantes da área educacional (Foto: Divulgação)

Documento prevê pacto para melhorar o ensino na região com foco em áreas como educação infantil, excelência docente, avaliação de aprendizagens e financiamento sustentável

Radar da Educação com informações do Instituto Ayrton Senna

Seis áreas prioritárias para transformar a educação na América Latina são analisadas no relatório Construindo uma educação de qualidade: um pacto com o futuro da América Latina, lançado na última terça-feira (29) pelo Instituto Ayrton Senna e o Diálogo Interamericano. Com base em compilação de indicadores que mostram os desafios para melhorar o ensino na região, o relatório aponta iniciativas positivas para inspirar soluções e propõe uma agenda transformadora, que incentiva os países a construir pactos conjuntos com a sociedade. O diagnóstico e as soluções têm seis eixos: educação infantil, excelência docente, avaliação de aprendizagens, novas tecnologias, competências socioemocionais e financiamento sustentável.

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A publicação é fruto do trabalho da Comissão para a Educação de Qualidade para Todos, convocada pelo Diálogo Interamericano, que contou com contribuições de 12 membros de diferentes países da América Latina, sob liderança dos ex-presidentes Ernesto Zedillo, do México, e Ricardo Lagos, do Chile. A versão inicial do relatório foi lançada em espanhol, no segundo semestre de 2016, e o Instituto Ayrton Senna traduziu o material para o português e editou a publicação no Brasil. “Esse é um trabalho importante para países como o Brasil, pois temos grandes déficits de aprendizagem e a falta de equidade penaliza os mais pobres. Ao mesmo tempo, ainda precisamos olhar mais seriamente para o que o século 21 exige”, afirmou Viviane Senna – que integra a Comissão para a Educação de Qualidade para Todos –, durante a abertura do evento de lançamento do relatório.

Desafios

Segundo o diretor-executivo da comissão, Ariel Fiszbein, os dados da América Latina mostram uma porcentagem muito alta de alunos com nível de aprendizagem abaixo do mínimo esperado e desempenhos nacionais inferiores aos demais países, até mesmo daqueles com renda menor do que os da região. Apesar desse contexto, há iniciativas positivas. O Brasil, por exemplo, é destacado no relatório em ao menos dois eixos: avaliação de aprendizagens e estabelecimento de metas para o avanço na qualidade da educação por meio de um pacto social, como o Plano Nacional de Educação (PNE).

Baixe, gratuitamente, o relatório: Construindo uma educação de qualidade: um pacto com o futuro da América Latina

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